Neste artigo trago-te uma estratégia eficaz para definires correctamente os teus objectivos financeiros de forma a que seja mais fácil para ti concretizá-los. Sim, porque caso não saibas, o grande responsável pela concretização dos teus objectivos és tu.

É verdade, tu és o grande responsável pela concretização dos objectivos a que te propões, e é o teu esforço e a tua dedicação que vão determinar a sua concretização. Não adianta de nada definir objectivos na nossa cabeça e não fazer nada para os alcançar. Pior ainda é definir objectivos e esperar que eles se concretizem sozinhos e sem a nossa intervenção. 

Independentemente dos teus objectivos para este ano, o importante é que lutes por eles todos os dias. 

E porque os objectivos financeiros não devem ser esquecidos, trago-te hoje 3 etapas que no meu entender são fundamentais no processo de concretização de um objectivo.

Objectivos
1 – A Definição

Pode parecer idiota o que vou dizer a seguir, mas para alcançares os teus objectivos é preciso que os tenhas. Ou seja, é preciso que saibas exactamente o que queres, como o queres e quando o queres. 

Assim, a definição dos teus objectivos financeiros tem de ser realista e específica

Um objectivo realista é um objectivo que é possível de alcançar dentro da tua realidade. Tu sabes melhor que ninguém a vida que tens, as tuas responsabilidades e as tuas possibilidades financeiras. Por isso, é importante que definas objectivos financeiros alinhados com isso mesmo.

Exemplo de Objectivo Irreal: Ganhas € 800,00 por mês, não controlas as tuas despesas mas só com a casa gastas € 500,00 e queres poupar € 2.000 para ires às Maldivas no final do ano. 

Exemplo de Objectivo Realista: Ganhas € 800,00, vais analisar as tuas despesas e ver quanto dinheiro consegues poupar por mês para ires a Paris em Outubro. 

Percebeste onde quero chegar? 

Se o teu objectivo for algo que sabes que consegues alcançar, metade do caminho já está feito e o resto só depende mesmo de ti. O inverso também sucede: um objectivo mais irreal vai desmotivar-te por parecer tão difícil e longínquo e terá poucas probabilidades de ser bem sucedido.

Para além de ter de estar alinhado com a tua realidade, o teu objectivo tem também de ser específico e eu vou explicar-te isto novamente com dois exemplos.

Objectivo A – “Em 2020 quero poupar mais dinheiro!”

Objectivo B – “Quero poupar € 1.000,00 em 2020 para construir de uma vez por todas o meu fundo de emergência!”

Se tivesses estes dois objectivos financeiros, qual achas que seria aquele mais apelativo e que conseguirias cumprir com mais facilidade? 

Se respondeste o segundo, está correcto. 

Quanto mais específico fores na definição do teu objectivo, mais facilmente saberás onde queres chegar e será mais fácil para ti saberes exactamente o caminho que tens de seguir para lá chegar.

Antes de passares para o ponto seguinte, pega num papel e numa caneta e define os teus objectivos financeiros para este ano de uma forma objectiva e realista. Se já o fizeste, visita-os novamente e vê se eles cumprem estes critérios.

2 – A Estratégia

Depois de teres definido o teu objectivo (ou objectivos, claro) é essencial que definas como é que o vais alcançar. A isso vamos chamar a tua estratégia.

Uma boa forma de definires a tua estratégia, é dividires o montante total que precisas, pelo número de meses que faltam até à data que estabeleceste. 

Imagina que queres comprar um carro e que te faltam € 5.000,00. Se dividires os € 5.000,00 pelos 12 meses que tem o ano, precisas de poupar todos os meses € 416,00.  

A tua estratégia deve ter em conta os teus rendimentos, as tuas responsabilidades e possibilidades e tal como o teu objectivo; tem de ser realista. 

Não adianta definires que vais poupar € 416,00 por mês quando na realidade só consegues poupar € 70,00. 

Por isso, é muito importante que olhes para as tuas contas e que vejas quanto dinheiro consegues alocar por mês ao teu objectivo. 

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A estratégia que definiste vai guiar o teu comportamento durante o mês e vai ser fundamental para que não cometas deslizes.

Mais uma vez, é muito importante que antes de passares para o próximo passo te sentes, que pegues num papel e numa caneta e que percas uns minutos a definir a tua estratégia. Ela orienta-te no caminho que tens de seguir rumo ao teu objectivo e dá-te a segurança e a confiança de que precisas para o alcançar. Nao prescindas de uma. 

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3 – Acção e Foco

Definiste o teu objectivo, delineaste uma estratégia e agora ficas de braços cruzados?

 NÃO!!

De que serve um objectivo se não passar do papel? 

Para entrares em acção só tens de seguir a estratégia que definiste anteriormente. 

É cancelar o ginásio? 

É criar uma transferência automática no início do mês para a tua poupança? 

É começar a fazer mais comida em casa? 

Dá os passos que precisas, mantém o foco e não te sabotes. Ainda te lembras do que disse no início? Que cumprires os teus objectivos depende essencialmente de ti? É verdade. 

Não permitas deslizes, não permitas um “é só desta vez” porque, convenhamos, nunca é só desta vez.

Quanto mais rígido fores contigo, mais disciplina vais ter e maiores serão as tuas probabilidades de sucesso. Não podes querer mudar a tua vida financeira se não estiveres disposto a mudar os teus hábitos. 

Em resumo: Tira uns minutos do teu dia para escreveres de forma realista e específica quais os teus objectivos financeiros para este ano. Depois, olha para as tuas contas e com base na tua realidade define uma estratégia. Depois, só tens de te comprometer com ela e trabalhar para a sua concretização.

Partilha este post com um amigo ou familiar que tem sempre muitos objectivos mas que nunca os concretiza.

Ah, e Obrigada por estares desse lado. 

Cat.