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Fundo de Emergência: Tudo o que Precisas de Saber

Fundo de Emergência: quantas vezes já ouviste falar neste termo e te assustaste?

Nada temas.

Ele não representa nada de mau.

Muito pelo contrário.

Neste artigo vou esclarecer TUDO aquilo que precisas e queres saber sobre o Fundo de Emergência.

‘bora lá?

O que é o Fundo de Emergência?

É o dinheiro que tens de parte…para uma emergência.

Bastante óbvio, verdade?

Os imprevistos (as designadas emergências) acontecem a todos, e também te vão acontecer a ti, só não sabes é quando.

Infelizmente não corre sempre tudo bem, e estás sempre na iminência de te acontecer alguma coisa, principalmente se já tiveres a tua casa, o teu carro, filhos e até mesmo animais de estimação.

Para interiorizares melhor isto das emergências, vou dar-te vários exemplos do que podem ser emergências na tua vida para ver se te identificas com alguma delas:

  • O teu carro avariou e precisa de uma bateria nova;
  • Partiste um dente e tens de ir ao dentista;
  • Andaste a acelerar e chegou-te uma multa a casa;
  • A máquina de lavar roupa avariou e tens de comprar uma nova;
  • O carro não passou na inspecção porque precisa de pneus novos;
  • Foste ao oftalmologista e tens de aumentar a graduação das lentes dos óculos;
  • O teu animal de estimação precisa de uma ida de urgência ao veterinário;
  • Um problema de saúde implica fazeres exames caros;
  • Ficaste doente e tens de ficar de baixa, com redução no salário;
  • És despedido e os teus rendimentos diminuem;

Imagina agora que uma destas coisas te acontece e tu não tens dinheiro guardado de parte para cobrires o gasto.

Como vais resolver a situação?

É precisamente aqui que entra em acção o teu Fundo de Emergência.

É ele que vai permitir que faças face a este tipo de despesas sem teres de comprometer o dinheiro que tens para o resto do mês, sem teres de pedir emprestado a um familiar ou amigo, ou pior ainda, sem a necessidade de fazeres um crédito para pagares a despesa a prestações e com juros elevadíssimos.

Mais do que fazer face a uma despesa inesperada, um Fundo de Emergência dá-te tranquilidade e segurança porque sabes que estás preparado caso te surja um imprevisto financeiro.

Como Construir o Fundo de Emergência?

O teu Fundo de Emergência deve ser construído aos poucos e dentro das tuas possibilidades financeiras.

Quando estiveres a fazer o teu orçamento do mês (lê aqui 3 passos para construíres o teu) e depois de teres o montante das tuas despesas fixas, define um valor mensal confortável para ti para colocares de parte para começares a construir e alimentar o teu Fundo de Emergência.

O valor que colocas de parte deve ser realista e deve estar alinhado com as tuas possibilidades e necessidades ao longo do mês. Uns meses pode ser mais, outros meses em que há mais despesas pode ser menos, o importante é que esse valor exista e que seja colocado de parte mal recebes o teu ordenado (ou outra fonte de rendimento).

É importante que coloques esse valor de parte porque ao ficar na tua conta à ordem misturado com o dinheiro que sai para pagar contas, a probabilidade de o gastares vai ser grande.

Ao ser reforçado todos os meses (e não existindo nenhum imprevisto, é lógico) o teu fundo de emergência vai crescendo e vai chegar uma altura em que vai atingir um montante que te permita fazer face a qualquer despesa inesperada.

Mais abaixo já te digo onde o podes guardar; por isso, continua a ler.

Mais dinheiro

Qual o montante que deve ter o meu Fundo de Emergência?

Não existe uma resposta certa a esta pergunta mas existem muitas teorias.

Uma das teorias mais defendidas, é que ele deve ter pelo menos 6 meses das tuas despesas fixas mensais.

Teres um fundo com esse valor garante 6 meses com tranquilidade caso sejas despedido ou fiques de baixa, por exemplo.

Se fores trabalhador independente, talvez seja melhor assegurares um pouco mais.

Se 6 meses não te dão segurança, define um montante alinhado com a tua realidade. Depois de definires esse valor, trabalha todos os meses para lá chegares.

Não existe um valor padrão, porque as finanças são pessoais e cada pessoa tem a sua realidade.

E eu sei que seis meses de despesas te pode assustar, tal como assusta muita gente, por ser um valor tão elevado que é necessário juntar.

Por isso, sou cada vez mais apologista de que deves esforçar-te num primeiro momento por poupar 1.000,00 €.

Ao teres 1.000,00 € de parte já estás a garantir um nível mínimo de segurança na tua vida, e podes começar a poupar para outras coisas, em paralelo à construção do teu Fundo de Emergência.

Reforça sempre o teu Fundo de Emergência caso precises de o utilizar por qualquer motivo.

Se tinhas 1.000,00 € e tiveste de tirar 300,00 € para uns pneus novos, é importante que te esforces novamente para os repor.

Onde Guardar o Dinheiro do Fundo de Emergência?

O dinheiro do Fundo de Emergência deve estar separado do dinheiro corrente, para não teres a tentação de o gastar.

É dinheiro que deve estar seguro; e ser fácil de mobilizar, por isso, opta sempre por produtos mais conservadores e com pouco ou nenhum risco para não o perderes.

Deixo abaixo algumas sugestões:
  • Depósito a Prazo – Podes abrir um depósito a prazo no teu banco, que te rende juros (muito, muito baixos) e que podes mexer a qualquer momento. Se mexeres antes do prazo que contrataste perdes os juros que ganhaste, mas como são quase nulos, não perdes grande coisa. Não são uma opção vantajosa, mas são uma opção segura, que é o que queremos para o nosso Fundo de Emergência.
  • Conta Poupança – Não tem nenhuma remuneração associada, só serve mesmo para guardar o dinheiro num lugar separado da conta-corrente. Podes abrir no teu banco ou usar a moey!, que é uma excelente ferramenta para te ajudar a poupar quer para o Fundo de Emergência, quer para outros objetivos que tenhas. Vê aqui mais informações.
  • Conta Remunerada – É um tipo de conta que te paga um juro anual, por lá teres o teu dinheiro. Existem poucas e atualmente a que tem melhores condições é a do Bankinter. Vê aqui mais informações.
  • Certificado de Aforro ou Certificado de Tesouro – Estás a emprestar dinheiro ao estado, e ele dá-te uma pequena remuneração por isso. É a opção mais vantajosa, mas tem prazos de mobilização de 3 e 12 meses, respetivamente. Lê este artigo que escrevi que te explica tudo o que precisas de saber.

Preocupa-te mais em construíres o teu Fundo de Emergência, e não tanto em lucrares com ele.

Não deves pagar com o dinheiro do Fundo de Emergência coisas que não sejam uma emergência ou um imprevisto.

Um par de sapatos que queres muito ou uma viagem de última hora com os teus amigos, não são emergências.

Prendas de Natal, o regresso às aulas, o seguro do carro ou prendas de Aniversário também não.

Deves criar poupanças específicas para esse tipo de coisas, e no caso das despesas anuais, considera começares a poupar para elas ao longo do ano, para os meses em que elas acontecem não serem tão pesados.

Quero construir o meu Fundo de Emergência, o que faço?

Começa por definir qual o montante que queres ter no teu Fundo de Emergência.

São os 1.000,00 € que te sugeri? 6 meses das tuas despesas? ou outro valor?

Ao definires esse valor, já tens um objectivo de poupança em mente e é muito mais fácil medires o teu progresso e ficares motivado com a tua evolução.

Depois, olha para o teu orçamento mensal, e depois de chegares ao valor mensal de todas as tuas despesas fixas, define um valor para poupares mensalmente para o teu fundo.

Clica aqui e recebe um ficheiro Excel criado por mim onde podes criar o teu orçamento e registar as tuas despesas.

Depois de teres o teu valor mensal de poupança definido, escolhe uma solução das que mencionei acima e transfere para lá esse valor.

Se a solução que escolheste permitir reforços automáticos, cria um reforço todos os meses para que não tenhas de te preocupar mais com o assunto.

Em Resumo:

O teu Fundo de Emergência é o teu barco salva-vidas para um imprevisto financeiro; por isso, é imprescindível que comeces já hoje a trabalhar para construíres o teu.

Certifica-te que colocas de lado todos os meses um valor confortável e alinhado com a tua realidade (o que interessa que sejam só 20,00 €?) e sê consistente nesse processo.

A longo-prazo dará os seus frutos e cumprirá a sua função.

Jornada da Poupança

Partilha este artigo com os teus familiares e amigos, e ajuda-os a estarem preparados para um imprevisto.

Obrigada por estares desse lado.

Cat